Para os leitores menos familiarizados com a modalidade, os
rankings do ténis têm uma característica bastante peculiar. Tanto no sector
masculino (ATP) como no sector feminino (WTA) os jogadores são obrigados a
defender os pontos conquistados no ano transacto. Tomemos como exemplo o
tenista sérvio Novak Djokovic: venceu o Open da Austrália de 2013 e foram-lhe
atribuídos 2000 pontos. Se na próxima edição do mesmo torneio chegar,
imaginemos, à final e perder (finalista vencido recebe 1200 pontos) são lhe
retirados 800 pontos (2000-1200).
Os defensores deste sistema de pontuação alegam o incremento
da competitividade e da qualidade dos torneios, porque obriga os jogadores mais
cotados a jogarem mais torneios sob pena de não perderem pontos e descerem no ranking.
Contudo, este sistema dá azo a situações um pouco estranhas e que causam espécie no seio dos jogadores e do público. Decoria o ano de 2011, e jogava-se o terceiro Grand Slam da temporada – Wimbledon. A final do mesmo seria disputada pelo então (e actual) nº1 do ranking ATP Rafael Nadal e o então 2º classificado Novak Djokovic. No entanto, e fruto do sistema de pontuação em vigor, mesmo em caso de derrota de Nole, Rafa iria perder a liderança do Ranking – o sérvio havia sido semi-finalista na edição de 2010 e por isso os pontos que assegurara com a passagem à final eram suficientes mesmo que o espanhol fosse bem sucedido na defesa do troféu (Nadal venceu o torneio inglês em 2010).
Situação parecida se vive actualmente. Rafa Nadal passou a
segunda metade da época de 2012 sem competir devido a uma lesão crónica nos
joelhos. Não competiu, não amealhou pontos e não os tem de defender este
ano. Não pode perder pontos, só os pode
somar. Isso levou-o ao topo do ranking ATP apesar de Novak Djokovic, antigo número
um mundial, ter mantido uma regularidade considerável a nível de resultados.
Talvez não haja um sistema totalmente justo, mas tenho dúvidas que este se aproxime da perfeição.
Concorda com este sistema de pontuação? Será o mais justo?
Rafael Maçãs
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