sábado, 12 de outubro de 2013

Candidatos ou talvez não

Repetidamente ouvimos falar da nossa selecção como candidata a isto e àquilo. Mas será essa a realidade do nosso futebol? Sobejamente conhecida como “a selecção do Ronaldo”, esta equipa de candidata tem muito pouco. Só mesmo nas bocas dos adeptos e no ranking da FIFA (agora já nem isso). O futebol é mau, pouco atractivo, as escolhas são dúbias e as dúvidas permanecem. Ronaldo é um fenómeno, é sabido. Mas tem dias maus e mesmo que, ocasionalmente, fruto das suas performances, dê algum brilho a uma equipa sem cor, é manifestamente pouco.
Candidatos são selecções como a Holanda, a Alemanha e a Bélgica (para não falar de Rússia ou Inglaterra) que mesmo com passagem garantida, jogam, ganham e convencem. A equipa das quinas, obrigada a ganhar para acalentar esperanças de passagem directa à fase final do Mundial ’14, exibe-se a um nível medíocre.
Numa selecção onde proliferam os lugares cativos, que destroem a ambição de uns e relaxam outros, e as convocatórias por favor, a salvação está outra vez no playoff. É um crime jogadores como Ronaldo ou Moutinho falharem um Mundial, mas, e até ver, é um merecido desfecho, e porventura uma lição, para a Selecção Nacional, que nada fez para justificar marcar presença na maior competição de selecções do mundo. Note-se, competindo num dos grupos mais fracos de apuramento.

 Algo tem de mudar, porque um candidato não se esconde, mostra-se.

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