Repetidamente ouvimos falar da
nossa selecção como candidata a isto e àquilo. Mas será essa a realidade do
nosso futebol? Sobejamente conhecida como “a selecção do Ronaldo”, esta equipa
de candidata tem muito pouco. Só mesmo nas bocas dos adeptos e no ranking da
FIFA (agora já nem isso). O futebol é mau, pouco atractivo, as escolhas são
dúbias e as dúvidas permanecem. Ronaldo é um fenómeno, é sabido. Mas tem dias
maus e mesmo que, ocasionalmente, fruto das suas performances, dê algum brilho
a uma equipa sem cor, é manifestamente pouco.
Candidatos são selecções como a Holanda,
a Alemanha e a Bélgica (para não falar de Rússia ou Inglaterra) que mesmo com
passagem garantida, jogam, ganham e convencem. A equipa das quinas, obrigada a
ganhar para acalentar esperanças de passagem directa à fase final do Mundial ’14,
exibe-se a um nível medíocre.
Numa selecção onde proliferam os
lugares cativos, que destroem a ambição de uns e relaxam outros, e as
convocatórias por favor, a salvação está outra vez no playoff. É um crime
jogadores como Ronaldo ou Moutinho falharem um Mundial, mas, e até ver, é um
merecido desfecho, e porventura uma lição, para a Selecção Nacional, que nada
fez para justificar marcar presença na maior competição de selecções do mundo.
Note-se, competindo num dos grupos mais fracos de apuramento.
Algo tem de mudar, porque um candidato não se
esconde, mostra-se.
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