sábado, 12 de outubro de 2013

Canarinho(s) com asas para voar

Há muito tempo que a relva do António Coimbra da Mota não via tão bom futebol passar-lhe por cima durante tanto tempo consecutivo. E se, para os que apenas acompanham o clube da Linha de Cascais desde que o timoneiro Marco Silva pegou num grupo de jogadores que se encontrava no fundo da tabela da Liga Orangina é uma surpresa o trajecto que esta equipa tem realizado; para os estorilistas, orgulho e emoção não são suficientes para descrever o que nos vai na alma quando vemos hoje uma equipa, no verdadeiro sentido da palavra, a praticar um futebol “grande”, conduzida ao sucesso por um senhor que é hoje respeitado e reconhecido como um dos próximos bons treinadores portugueses.
 Aos mais cépticos, que afirmam que Marco Silva pode não estar preparado para treinar um Benfica, digo-lhes que concordo quando dizem que existem diferenças abismais entre treinar o meu Estoril Praia e um dito “grande” de Portugal. Mas a confiança q.b, a serenidade com que orienta os seus pupilos, a forma como fala perante a comunicação social, e a capacidade demonstrada de reinventar uma equipa que perdeu muitas das suas pedras basilares da época transacta, sem nunca perder a sua filosofia de jogo; faz-me acreditar veemente que o ex-capitão, o ex-director desportivo, pode num futuro próximo, para meu infortúnio e de toda uma massa associativa azul e amarela, ser o ex-treinador do Grupo Desportivo Estoril Praia.
Até lá, que continue a viver o nosso clube como sempre viveu, com garra e apreço pelo que aquele símbolo representa. Uma instituição que se reergueu após praticamente ter batido no fundo, que hoje vê o seu nome na Sporttv às quintas-feiras, a batalhar num estádio europeu a muitos quilómetros da sua Amoreira. E que às sextas, sábados, domingos ou segundas, eu me possa continuar a arrepiar quando vejo amigos sportinguistas e benfiquistas a sentirem comigo o cheiro do nosso velho estádio, e a identificarem-se com o clube que cresceu comigo e que fará sempre o meu coração bater mais rápido. E se isto acontece é porque crescemos… E se crescemos, deixem-nos voar até onde conseguirmos.

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