Desde 28 de
Março de 2012 que o United Center chora pelo regresso do 1. O processo de
reabilitação de Derrick Rose foi demorado, moroso, exaustivo. O período de
recuperação alongou-se (muito) mais do que o previsto e deixou todos os fans
dos Bulls (e, permitam-me, de basquetebol) a salivar pelo “#thereturn”.
Devo admitir
que, como adepto dos Bulls e idólatra de Rose, desesperei. A equipa precisava
dele - mesmo sem esquecer que o colectivo esteve muito bem e compensou de forma
surpreendente a sua ausência. Não havia um go-to-guy.
Não estava lá o nosso MVP e vimo-nos obrigados a recorrer ao Nate Robinson em
situações de aperto no quarto período, mesmo durante os Playoffs. Sentia, pessoalmente, saudades das jogadas de penetração,
dos arranques, dos piques, dos and-one
quase irreais, no meio de 3 torres no garrafão. Ainda assim, percebi a decisão.
Mais do que recuperar o joelho, a prolongada paragem deveu-se à recuperação
mental. A coragem necessária para as jogadas características do Derrick extrai
muita energia para um joelho que não esteja a 100%... E não existirá se não
houver a confiança total de que o mesmo está a 110%. Enquanto jogador, ele
sentiu necessidade de parar durante mais tempo. A equipa apoiou-o. O treinador
e a estrutura também. Seria, de resto, impossível não o fazer quando se trata de alguém
que disse, quando não passava de um miúdo para o resto da liga, “Why can’t I be
the MVP of the league? Why can’t I be the best player in the league? I don’t
see why... Why? Why can’t I do that?”.
Depois de ter
passado quase um ano da suposta data em que Rose voltaria, as coisas ainda não
estão completamente claras. Ainda não há certezas acerca do futuro, ainda não
podemos afirmar que não vai haver uma recaída (a ausência no jogo contra os
Wizards no Brasil traz algum receio...), mas uma coisa é certa: no próximo dia
29, a regular season da NBA vai começar e desta vez ele vai mesmo – esperamos
nós – estar presente. Os Bulls
voltam a ter o seu MVP, o seu playmaker, o seu go-to-guy. Mais do que isso,
voltam a ter a força mental que o facto de ter o 1 em campo acarreta consigo.
Mesmo com as saídas de Nate e Belinelli e com o fantasma de um SG a pairar em
Chicago, os horizontes alargam-se. Não digo que sejamos candidatos directos ao
título: mesmo olhando só para a Conferência Este, os rosters de equipas como
Indiana, New York ou Brooklyn são assustadores e, mesmo que os ultrapassemos,
encontraremos quase certamente os todo-poderosos Heat... Mas agora há
esperança. Agora temos o 1 de volta.

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