terça-feira, 15 de outubro de 2013

O Regresso do 1



Desde 28 de Março de 2012 que o United Center chora pelo regresso do 1. O processo de reabilitação de Derrick Rose foi demorado, moroso, exaustivo. O período de recuperação alongou-se (muito) mais do que o previsto e deixou todos os fans dos Bulls (e, permitam-me, de basquetebol) a salivar pelo “#thereturn”

Devo admitir que, como adepto dos Bulls e idólatra de Rose, desesperei. A equipa precisava dele - mesmo sem esquecer que o colectivo esteve muito bem e compensou de forma surpreendente a sua ausência. Não havia um go-to-guy. Não estava lá o nosso MVP e vimo-nos obrigados a recorrer ao Nate Robinson em situações de aperto no quarto período, mesmo durante os Playoffs. Sentia, pessoalmente, saudades das jogadas de penetração, dos arranques, dos piques, dos and-one quase irreais, no meio de 3 torres no garrafão. Ainda assim, percebi a decisão. Mais do que recuperar o joelho, a prolongada paragem deveu-se à recuperação mental. A coragem necessária para as jogadas características do Derrick extrai muita energia para um joelho que não esteja a 100%... E não existirá se não houver a confiança total de que o mesmo está a 110%. Enquanto jogador, ele sentiu necessidade de parar durante mais tempo. A equipa apoiou-o. O treinador e a estrutura também. Seria, de resto, impossível não o fazer quando se trata de alguém que disse, quando não passava de um miúdo para o resto da liga, “Why can’t I be the MVP of the league? Why can’t I be the best player in the league? I don’t see why... Why? Why can’t I do that?”.

Depois de ter passado quase um ano da suposta data em que Rose voltaria, as coisas ainda não estão completamente claras. Ainda não há certezas acerca do futuro, ainda não podemos afirmar que não vai haver uma recaída (a ausência no jogo contra os Wizards no Brasil traz algum receio...), mas uma coisa é certa: no próximo dia 29, a regular season da NBA vai começar e desta vez ele vai mesmo – esperamos nós – estar presente. Os Bulls voltam a ter o seu MVP, o seu playmaker, o seu go-to-guy. Mais do que isso, voltam a ter a força mental que o facto de ter o 1 em campo acarreta consigo. Mesmo com as saídas de Nate e Belinelli e com o fantasma de um SG a pairar em Chicago, os horizontes alargam-se. Não digo que sejamos candidatos directos ao título: mesmo olhando só para a Conferência Este, os rosters de equipas como Indiana, New York ou Brooklyn são assustadores e, mesmo que os ultrapassemos, encontraremos quase certamente os todo-poderosos Heat... Mas agora há esperança. Agora temos o 1 de volta.

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