domingo, 3 de novembro de 2013

Até quando, Vettel?

Vettel mais uma vez. Surpresa teria sido se outro nome qualquer tivesse ficado à frente do alemão. De resto,  mais um fim de semana, mais uma prova do campeonato mundial de Fórmula 1 e mais uma vitória do tetra campeão germânico, desta feita no circuito de Abu Dabhi.

Mais importante do que falar da corrida em si, torna-se relevante tentar prever o que poderá ser o futuro deste grande piloto e o que esperar da próxima temporada. Indubitavelmente, Vettel, encaminha-se para se tornar o piloto mais titulado de sempre. Mais surpreendente é o facto de ainda ter apenas 26 anos. Mas o caminho é ainda longo e no desporto, em especial na volátil Fórmula 1, conjunturas depressa se tornam ocas.

Dizer que Vettel é o melhor piloto da atualidade é, no mínimo, duvidoso. Se por um lado extrai do RedBull Renault muito mais do que o seu colega de equipa, Mark Webber, a verdade é que tem um carro muito superior ao daqueles que considero serem, a par do alemão, os melhores da actualidade: Fernando Alonso e Kimi Raikonnen. O que o espanhol e o finlandês fazem com o carro que têm, é de facto incrível, visto que as capacidades do Ferrari e do Lotus são claramente inferiores não só às RedBull mas também às do Mercedes de Hamilton. Vettel, ao longo dos últimos 4 anos teve sempre o melhor carro: o mais rápido, o mais viável e o mais competitivo. Até o factor sorte tem estado do lado de Vettel, que muito poucos problemas teve este ano, ao contrário do seu colega de equipa que por diversas vezes teve problemas esta temporada que o obrigaram a desistir ou a acabar em lugares pouco condizentes com a capacidade do carro do australiano.

Sem tirar qualquer mérito a Vettel, porque o tem e porque é um dos melhores da actualidade, a bom da verdade é que teve sempre a conjuntura a seu favor, e esta época não foi excepção. Quando se ganha 11 em 17 grandes prémios, tem de haver uma desigualdade que vai para além da capacidade dos pilotos.

Contudo, adivinha-se uma nova época em que, pela primeira vez nos últimos anos, a RedBull não só não parte como clara favorita como parte até com alguma desvantagem para os principais rivais. Isto porque na próxima temporada, vão ser introduzidas alterações ao nível dos motores. Os motores 2.4 V8 que vigoram desde 2006 vão dar lugar a motores 1.6 V6 turbo. Note-se que a Redbull está dependente da Renault, visto que é a marca francesa que fornece os motores aos tetra campeões de construtores. Por outro lado, a Mercedes e a Ferrari dependem apenas de si, pois fabricam os seus próprios motores.

Por outro lado, o regresso do Iceman, leia-se Kimi Raikonnen, à escuderia italiana pode ser importante na luta pelo campeonato de construtores por parte da Ferrari. Incógnita será como duas estrelas e antigos campeões como Alonso e Raikonnen se vão entender quando for preciso jogar pela equipa.
   
Confesso que não anseava tão apaixonadamente por uma nova temporada de Fórmula 1 há uns valentes anos.



Rafael Maçãs 

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