Vettel mais uma vez. Surpresa
teria sido se outro nome qualquer tivesse ficado à frente do alemão. De resto, mais um fim de semana, mais uma prova do
campeonato mundial de Fórmula 1 e mais uma vitória do tetra campeão germânico,
desta feita no circuito de Abu Dabhi.
Mais importante do que falar da
corrida em si, torna-se relevante tentar prever o que poderá ser o futuro deste
grande piloto e o que esperar da próxima temporada. Indubitavelmente, Vettel,
encaminha-se para se tornar o piloto mais titulado de sempre. Mais surpreendente é o facto de ainda ter apenas 26 anos. Mas o caminho é
ainda longo e no desporto, em especial na volátil Fórmula 1, conjunturas
depressa se tornam ocas.
Dizer que Vettel é o melhor
piloto da atualidade é, no mínimo, duvidoso. Se por um lado extrai do RedBull
Renault muito mais do que o seu colega de equipa, Mark Webber, a verdade é que
tem um carro muito superior ao daqueles que considero serem, a par do alemão,
os melhores da actualidade: Fernando Alonso e Kimi Raikonnen. O que o espanhol
e o finlandês fazem com o carro que têm, é de facto incrível, visto que as
capacidades do Ferrari e do Lotus são claramente inferiores não só às RedBull
mas também às do Mercedes de Hamilton. Vettel, ao longo dos últimos 4 anos teve
sempre o melhor carro: o mais rápido, o mais viável e o mais competitivo. Até o
factor sorte tem estado do lado de Vettel, que muito poucos problemas teve este
ano, ao contrário do seu colega de equipa que por diversas vezes teve problemas
esta temporada que o obrigaram a desistir ou a acabar em lugares pouco
condizentes com a capacidade do carro do australiano.
Sem tirar qualquer mérito a
Vettel, porque o tem e porque é um dos melhores da actualidade, a bom da
verdade é que teve sempre a conjuntura a seu favor, e esta época não foi
excepção. Quando se ganha 11 em 17 grandes prémios, tem de haver uma
desigualdade que vai para além da capacidade dos pilotos.
Contudo, adivinha-se uma nova
época em que, pela primeira vez nos últimos anos, a RedBull não só não parte
como clara favorita como parte até com alguma desvantagem para os principais
rivais. Isto porque na próxima temporada, vão ser introduzidas alterações ao
nível dos motores. Os motores 2.4 V8 que vigoram desde 2006 vão dar lugar a
motores 1.6 V6 turbo. Note-se que a Redbull está dependente da Renault, visto
que é a marca francesa que fornece os motores aos tetra campeões de
construtores. Por outro lado, a Mercedes e a Ferrari dependem apenas de si,
pois fabricam os seus próprios motores.
Por outro lado, o regresso do
Iceman, leia-se Kimi Raikonnen, à escuderia italiana pode ser importante na luta
pelo campeonato de construtores por parte da Ferrari. Incógnita será como duas
estrelas e antigos campeões como Alonso e Raikonnen se vão entender quando for
preciso jogar pela equipa.
Confesso que não anseava tão
apaixonadamente por uma nova temporada de Fórmula 1 há uns valentes anos.
Rafael Maçãs
Sem comentários:
Enviar um comentário